"METAL CAOS & DESTRUIÇÃO"

Por traz do Horror

HORROR


Mas o que é o verdadeiro horror? Ou melhor, o que é, em qualquer caso, o horror? O que é este sentimento um tanto quanto proibido, letal, desesperador, que seduz e atrai a humanidade a séculos? Como ele se propagou através dos tempos? Como cada época tem o seu horror pessoal? O que é o horror agora? O que foi o horror antes? E como era (e foi o horror) quando surgiu o cinema?
Desde os imemoriais tempos das cavernas o homem, seduzido pelo que não pode entender, retrata o que teme. Não eram raros os desenhos e rabiscos demonstrando o perigo das florestas e das caçadas. Trovões, relâmpagos, chuvas, erupções vulcânicas, terremotos, tufões, eclipses e toda sorte de manifestação das intempéries da natureza eram interpretados como sinais dos deuses (ou de demônios). Sinais vingativos, de aproximação do fim, punições, castigos místicos que o homem não conseguia entender. A floresta não passava de uma enorme ratoeira humana. Lá, na escuridão, entre as folhas, os sons dos animais sibilantes e os olhos vermelhos que observavam, vivia o verdadeiro mal. A floresta era em si um organismo vivo, que, ao anoitecer, tragava os que se aventuravam em suas entranhas. Assim também era o mar, um ambiente inóspito, turvo, escuro e incerto, povoado por estranhos animais. O mar, assim como a floresta, tragava o homem para sua profundeza interminável e assustadora. A morte, o fim da vida, o incerto, a dúvida. Essa sempre foi, e será, a base do horror.
Cada momento histórico teve seus horrores. Da mesma forma que em eras medievais temeu-se a própria encarnação do demônio (se pudessemos inalar o ar medieval ao observar uma linha temporal, com certeza sentiríamos em nossas narinas o inquietante aroma de carne queimada) e iniciou-se a maior onda (e desenvolvimento de mitos e lendas) de superstições a cerca da existência de seres malignos prontos a corromper e danar a raça humana. Esses demônios acabaram sendo a projeção dos próprios medos e antagonismos, paradoxos e incongruências humanas.
A Santa Inquisição, órgão católico criado para manter a hegemonia da igreja, espalha o terror com suas torturas e mortes. Acontecimentos e fatos históricos permeados pelo macabro não são novidade na história da humanidade. Mesmo contos infantis como os dos irmãos Grimm, Han Christian Andersen e outros continham lições mórbidas. Os irmãos Hansel e Gretel são deixados a mercê de uma bruxa canibal. Chapéuzinho Vermelho é molestada pelo primeiro lobo que se disfarça como um homem. Nossa cultura sempre esteve permeada pelo macabro.
O medo do novo, das novas teorias, dos cientistas, das descobertas, da possibilidade de estarem errados, levas esses clérigos medievais, bem posicionados socialmente, acomodados e satisfeitos com sua situação dominante a um sentimento de… Horror. O Horror é o que ainda não conseguimos explicar, o horror é aquilo que não entendemos, o horror é o que não conhecemos, é o que nos ataca, nos altera, nos mata, e deixa a nós acuados, sem saber o que fazer. O Horror é o que nos domina, sem que possamos fazer nada. Mas junto do misterioso, do fantástico, do sobrenatural, do aterrorizante, sempre há uma ligação, uma atração ao misterioso, pelo desconhecido, pelo inexplicável.
O cinema, por sua vez, sempre tentou retratar o horror, e a maneira que este nos atinge. Iniciando seu processo de exploração do indizível e desconhecido no horror gótico do século XIX (Drácula, Poe, Lovecraft – foto – , Carmilla, W.W. Jacobs, Maupassant, Bierce, etc) e chegando até o horror Cyberpunk dos anos noventa (Alien, Predador, Resident Evil), uma coisa foi constante na película: Medo.
Vamos explorar o início do Horror nos filmes, suas causas, suas conseqüências, sua importância.
Venha, pegue na minha mão, está escuro mas você não deve ter medo. Eu vou lhe mostrar o verdadeiro horror…

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